Polícia investiga caso de maus-tratos após madrasta queimar mão de menina de 2 anos em Itajaí — Foto: Reprodução/PMSC/Divulgação

Agressão registrada no bairro Cordeiros aciona rede de proteção e investigação criminal

No ultimo domingo, no bairro Cordeiros, em Itajaí, uma menina de dois anos teve a palma da mão gravemente queimada pela madrasta, que aquecera uma colher no fogão antes de aplicá-la como punição à criança por “brigar com outras”. Segundo a polícia, a mulher estava encarregada de três crianças – duas enteadas e sua filha biológica – quando se irritou e praticou o ato.

O resultado foi uma queimadura de grande extensão, com rompimento da pele na palma da mão da menina, motivo pelo qual ela foi atendida inicialmente pelo Corpo de Bombeiros e levada ao Hospital Pequeno Anjo, sendo posteriormente transferida para unidade especializada. Na manhã seguinte, após o pai receber a imagem do ferimento via WhatsApp, acionou a Polícia Militar, que identificou e encaminhou a suspeita à Delegacia de Polícia Civil, enquanto as demais crianças permaneceram sob os cuidados de uma vizinha.
Conforme informado, a mulher confessou o ato e justificou-o como castigo ao comportamento infantil. O caso está sob investigação por maus-tratos e lesão corporal, com acompanhamento do Conselho Tutelar e da rede de proteção à criança e ao adolescente. A vulnerabilidade da vítima — uma criança pequena, em ainda processo de desenvolvimento — torna o episódio ainda mais grave e exige medidas imediatas de amparo.

Para a família e os representantes institucionais, o momento é de acolhimento e reconstrução: garantir que a menina receba tratamento adequado e acompanhamento psicológico, além de assegurar que não retorne a situações de risco. A presença do pai e a intervenção rápida dos órgãos de segurança reforçam que não deve haver normalização da violência doméstica, especialmente contra crianças tão pequenas.
Este episódio alerta para a necessidade de vigilância constante da sociedade: vizinhos que notam sinais de agressão, familiares que percebem mudanças de comportamento e instituições que atuem com agilidade fazem diferença entre o silêncio e a proteção. À comunidade de Itajaí, o chamado é à denúncia e à atuação coletiva — nenhuma criança deveria suportar castigos com fogo, e toda vida merece começar com cuidado e respeito.