
Para demitir Silva e Luna, o governo Bolsonaro retira nome de general para o conselho de Administração
O general foi escolhido pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, para substituir Roberto Castello Branco (indicado por Paulo Guedes) em 2021, também em meio a uma crise desencadeada por aumentos nos preços da Petrobras.
A diferença é que Castello Branco encerrava seu mandato de dois anos e, por decisão de Jair Bolsonaro (PL), não foi reconduzido.
Silva e Luna, contudo, foi eleito presidente da Petrobras até 2023.
Como as regras de governança da estatal exigem que o presidente da companhia seja membro do Conselho de Administração (CA), a saída de Bolsonaro para demitir o general foi retirar seu nome da lista de indicados para a próxima assembleia, marcada para os dias 13 e 14 de abril.
Bolsonaro contra reajustes da Petrobras
Bolsonaro vem fritando Silva e Luna há semanas, com críticas públicas à livre formação de preços da companhia. Na posse do general, em 2021, Bolsonaro já havia decretado o fim da política de preços, mas sem poder para isso de fato, não teve sucesso.
Sem o nome de Silva e Luna, foram indicados nesta segunda (28) para o CA o presidente do Flamengo, ex-Petrobras e ex-OGX, Rodolfo Landim, para o cargo de presidente, além de Adriano Pires como conselheiro.
A União tem direito a indicar oito nomes e garantia de votos para nomear ao menos sete.
Completam as lista Ruy Flaks Schneider, Sonia Julia Villalobos, Luiz Henrique Caroli, Márcio Andrade Weber, Eduardo Karrer e Carlos Eduardo Lessa Brandão.
Em relação aos nomes originais, enviados em 5 de março, foi retirada a indicação de Murilo Marroquim e incluída a de Eduardo Karrer, além da própria troca de Silva e Luna por Adriano Pires.
Fonte: epbr









