Produtora rural Elisiane Soster administra propriedade agrícola ao lado da mãe no Extremo Oeste de Santa Catarina — Foto: Arquivo Pessoal/Elisiane Soster

Iniciativas de capacitação da Epagri ampliam participação das mulheres na gestão das propriedades rurais e na sucessão familiar

A presença feminina na gestão das propriedades rurais ainda é pequena no Brasil, mas vem crescendo gradualmente. Em Santa Catarina, iniciativas de capacitação e formação têm incentivado mulheres a assumirem papéis de liderança no campo.

Um exemplo é a produtora rural Elisiane Soster, de Belmonte, no Extremo Oeste catarinense. Ao lado da mãe, Salete Pasini Soster, ela administra uma propriedade com produção de soja, milho e leite, além da criação de bezerras para reposição do rebanho.

De acordo com o Censo Agropecuário do IBGE, as mulheres lideram apenas 18,7% das propriedades rurais brasileiras (https://www.ibge.gov.br). Apesar disso, representam cerca de 45% da força de trabalho no setor agropecuário.

Com o objetivo de ampliar o protagonismo feminino no campo, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2026 como o Ano Internacional da Mulher Agricultora (https://www.un.org).

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Curso Flor-E-Ser da Epagri incentiva mulheres a assumir gestão nas propriedades rurais — Foto: Divulgação/Epagri

Em Santa Catarina, a Epagri desenvolve programas de capacitação voltados às mulheres do campo. Um deles é o curso Flor-E-Ser, que já formou mais de 1.300 participantes entre agricultoras e pescadoras desde 2019.

Outro projeto é o Ação Jovem Rural e do Mar, voltado à preparação de jovens para a sucessão familiar nas propriedades.

Além disso, a Epagri participa da gestão dos Cedups Agrotécnicos, onde cerca de 30% dos alunos são mulheres.

Para Elisiane, que assumiu a propriedade após a morte do pai, há quatro anos, a formação técnica foi fundamental para conduzir o negócio familiar.

Hoje, além de produtora rural, ela também atua como consultora em processos de sucessão no campo e participa de palestras sobre gestão rural.

As mulheres sempre estiveram no campo, mas agora estão assumindo o protagonismo”, afirma.