Servidor de 46 anos foi preso em Rio do Sul após denúncia de venda de produtos emagrecedores pelas redes sociais. - Foto: Polícia Militar/Divulgação

Polícia encontrou 24 frascos de medicamentos durante abordagem em Rio do Sul; suspeito teria anunciado produtos à base de tirzepatida pelas redes sociais

Uma abordagem policial em um posto de combustíveis às margens da BR-470, em Rio do Sul, revelou uma suspeita de comercialização ilegal de medicamentos emagrecedores envolvendo um servidor público de Araquari. O homem, de 46 anos, foi preso na quarta-feira (4), após denúncias de venda de produtos sem autorização sanitária.

Denúncias levaram à abordagem

Segundo a Polícia Militar, o suspeito utilizava redes sociais e aplicativos de mensagens para divulgar e negociar substâncias à base de tirzepatida, componente associado ao medicamento Mounjaro. Após receber as informações, os policiais monitoraram o endereço indicado e abordaram um veículo oficial da Prefeitura de Araquari.

Frascos estavam dentro de caixa no automóvel

Durante a vistoria, a guarnição encontrou no banco do passageiro uma caixa contendo 24 frascos de medicamentos emagrecedores, acondicionados em cinco caixas e quatro recipientes avulsos de marcas diferentes.

Conforme a PM, os produtos tinham comercialização e uso proibidos no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O motorista foi apontado pelos policiais como responsável pelas vendas e recebeu voz de prisão.

O servidor e os medicamentos apreendidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil, onde o caso foi apresentado para os procedimentos legais.

Prefeitura confirma vínculo e anuncia apuração

A Prefeitura de Araquari confirmou que o homem é funcionário municipal e que o automóvel utilizado pertence à frota oficial. A administração afirmou não ter conhecimento prévio da conduta e anunciou a abertura de processo administrativo.

A investigação interna deverá esclarecer, entre outros pontos, em quais circunstâncias o veículo público foi utilizado. A Prefeitura informou que poderá responsabilizar o servidor caso sejam comprovadas infrações funcionais.