Mais de uma década transformando a capoeira em espaço de inclusão, aprendizado e convivência. O professor Éder de Ávila da Cruz foi homenageado no Rio de Janeiro pelo trabalho desenvolvido em Itapema. - Foto: Divulgação

Éder de Ávila da Cruz foi reconhecido no Rio de Janeiro por mais de uma década de atuação com pessoas com deficiência, crianças e jovens autistas

O trabalho desenvolvido há mais de dez anos pelo professor Éder de Ávila da Cruz, das Oficinas Culturais de Itapema, ganhou reconhecimento no Rio de Janeiro. No sábado (26), ele recebeu a Comenda Mestre Polaco, homenagem destinada a profissionais ligados à capoeira inclusiva.

Uma trajetória construída pela inclusão

Conhecido na capoeira como Contramestre Gorila, Éder atua com diferentes públicos e desenvolve em Itapema atividades que utilizam a capoeira como ferramenta de aprendizado, convivência e expressão.

Entre os participantes estão alunos da APAE, além de crianças e jovens autistas. A atuação já havia recebido reconhecimento no próprio município: em 2025, a Câmara de Itapema concedeu ao professor uma Moção de Aplauso e Reconhecimento pela trajetória no ensino da capoeira e da cultura afro-brasileira e pelo trabalho de inclusão social.

Capoeira como espaço para todos

A homenagem foi entregue pelo Mestre Fuinha, fundador da CANGI e responsável pela metodologia de ensino que leva o nome do grupo. Documentos públicos do Rio de Janeiro registram a atuação de Fuinha com projetos de capoeira inclusiva voltados, entre outros públicos, a pessoas com autismo e TDAH, além da expansão do trabalho para diferentes estados.

Em Itapema, a relação de Éder com projetos sociais e educacionais ligados à capoeira também tem histórico. Em 2019, por exemplo, alunos das Oficinas Culturais e da APAE participaram de atividades organizadas pelo professor durante o Festival Capoeira 1.000 Graus.

“Receber essa comenda é uma alegria muito grande. Ela representa mais de dez anos de trabalho, aprendizado e encontros com alunos que me ensinam todos os dias. A capoeira tem espaço para cada pessoa, respeitando seu tempo e suas possibilidades”, afirmou Éder.

Para a secretária de Cultura, Ana Vedana, o reconhecimento valoriza também o trabalho desenvolvido pelas Oficinas Culturais e reforça a importância de ampliar o acesso à cultura.