Equipes ambientais investigam a morte do primeiro filhote de baleia-franca encontrado encalhado durante a temporada de 2026 em Santa Catarina. Foto: Divulgação/Marina Maletzke – PMP/Instituto Australis

Animal foi localizado na Praia D’Água, em Imbituba, e passou por coleta de amostras para investigação da causa da morte

O início da temporada das baleias-francas no litoral catarinense foi marcado por uma ocorrência que comoveu moradores e especialistas em conservação marinha. Um filhote macho da espécie foi encontrado morto na manhã de segunda-feira (13), na Praia D’Água, em Imbituba, no Sul de Santa Catarina. O animal, com aproximadamente 4,86 metros de comprimento, representa o primeiro registro de encalhe da temporada de 2026 na Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca.

Segundo as equipes responsáveis pelo monitoramento, a carcaça já havia sido avistada por pescadores no domingo (12), quando boiava próximo à costa. Após o encalhe, foi acionado o Protocolo de Encalhes da APA da Baleia Franca, reunindo profissionais do ICMBio, Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), Instituto Australis, Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e Prefeitura de Imbituba para atender a ocorrência.

Durante os trabalhos, biólogos realizaram a coleta de amostras biológicas que serão analisadas para tentar identificar a causa da morte do animal. Como o ponto onde ocorreu o encalhe apresenta acesso difícil, a remoção da carcaça exigiu planejamento específico para garantir segurança às equipes e preservar o material necessário às investigações.

Outro fato que chamou a atenção foi a presença de uma baleia adulta nadando nas proximidades da praia durante toda a operação. Embora especialistas considerem a possibilidade de ser a mãe do filhote, essa relação ainda não foi oficialmente confirmada. O comportamento do animal permaneceu sob monitoramento para evitar novos incidentes.

Santa Catarina abriga o principal berçário da baleia-franca-austral no Brasil. Todos os anos, entre maio e novembro, fêmeas chegam ao litoral para dar à luz e amamentar seus filhotes, tornando a região um importante centro de pesquisa, preservação ambiental e turismo de observação da espécie.