Com milhares de seguidores na internet, a advogada criminalista Gabriela Vieira Serafin passou a ser alvo de investigação policial após a Operação Quebra de Comando. O caso segue sob análise da Justiça. Foto: Redes Sociais/Reprodução

Com milhares de seguidores nas redes sociais, advogada criminalista passou a ser alvo de investigação que apura atuação de organização criminosa na região da Tapera

A advogada criminalista Gabriela Vieira Serafin, conhecida nas redes sociais pelo apelido de “advogata”, tornou-se um dos nomes mais comentados em Santa Catarina após passar de defensora em processos criminais para investigada em uma operação de combate ao tráfico de drogas. Com mais de 32 mil seguidores, ela compartilhava conteúdos sobre sua rotina profissional e comentava casos jurídicos utilizando uma linguagem descontraída que ajudou a ampliar sua popularidade na internet.

O nome da advogada ganhou destaque após a deflagração da Operação Quebra de Comando, conduzida pela Delegacia de Combate às Drogas de Florianópolis. A ação foi resultado de aproximadamente um ano de investigação que buscou identificar integrantes, intermediadores e responsáveis pela logística de uma organização criminosa atuante na comunidade da Tapera, no Sul da Ilha.

Segundo a Polícia Civil, a ofensiva teve como objetivo atingir não apenas os responsáveis pela venda de entorpecentes, mas também pessoas apontadas como integrantes de níveis superiores da estrutura investigada. Durante a operação foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão, além da coleta de materiais considerados relevantes para a investigação.

A residência da advogada foi alvo de buscas, mas ela não foi localizada. Desde então, segue sendo considerada foragida no âmbito do processo. O caso tramita sob sigilo judicial e está sendo analisado pela Vara Estadual de Organizações Criminosas.

Nas redes sociais, Gabriela costumava publicar vídeos relatando experiências vividas na advocacia criminal, especialmente em processos envolvendo tráfico de drogas e execução penal. O conteúdo alcançou grande repercussão e contribuiu para consolidar sua imagem digital.

A defesa sustenta que não existe condenação judicial contra a advogada e afirma que as investigações se baseiam em interpretações de elementos reunidos durante a apuração. Os advogados também criticam a exposição pública do caso e reforçam que a investigada deve ter garantido o direito à presunção de inocência até eventual decisão definitiva da Justiça.

Enquanto o inquérito avança, o caso continua despertando atenção por envolver uma profissional conhecida no meio jurídico e que construiu forte presença nas redes sociais, transformando-se em uma das figuras mais comentadas da recente operação policial em Florianópolis.