Foto: Leo Munhoz/ SecomGOVSC

Estado investe em tecnologia e monitoramento para proteger alunos, professores e comunidade

O Governo de Santa Catarina iniciou um ambicioso programa de segurança escolar, com a instalação de câmeras de vigilância, sensores de movimento, IA, botão do pânico e reconhecimento facial em todas as 1.038 unidades estaduais. A meta é reforçar proteção para alunos, professores e funcionários, mesmo fora da sala de aula.

O projeto, anunciado pelo governador Jorginho Mello, prevê mais de 10 mil novas câmeras e 21 mil sensores de presença, adquiridos via licitação. Com esses equipamentos, será possível monitorar entradas, pátios e corredores, atuando de forma preventiva e imediata em situações de risco.

Nas escolas, o botão do pânico permitirá acionamento instantâneo da segurança, conectando as unidades diretamente a centros operacionais das polícias e da Defesa Civil. A instalação já está respaldada por lei, votada em 2023, que exige videomonitoramento proporcional ao tamanho das unidades .

Além disso, o Estado implementou sistemas de reconhecimento facial em cidades como Florianópolis, com uso de IA para facilitar identificação de suspeitos durante eventos públicos — o que já resultou em prisões durante o carnaval .

Câmeras de alta definição com LED infravermelho garantem vigilância eficaz mesmo à noite, reduzindo falsos alertas com detecção de pessoas, objetos e veículos.

A secretária da Educação, Luciane Ceretta, reforça que a medida vai além da contenção: “Escolas devem ser ambientes acolhedores; queremos que todos se sintam seguros, não vigiados.” Professores e pais já relatam mais tranquilidade, com relatos de redução de incidentes em cidades que adotaram o modelo piloto.

O secretário de Segurança, Flávio Graff, afirma que o sistema faz parte do programa “Cidade Mais Segura”, integrando escolas e espaços públicos em um único centro de comando. A iniciativa prevê expansão para áreas urbanas e rodovias estaduais, com uso de tecnologia para localizar pessoas com mandados em aberto.

Com recursos divididos entre educação e segurança pública e suporte de instituições como Corpo de Bombeiros e Polícia Civil, o Estado espera concluir a implantação até o final do mandato, criando uma política sustentável de vigilância e prevenção nas escolas.