Após decisão final do STF, Collor inicia cumprimento de pena por corrupção e lavagem de dinheiro – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/G7SC

Ex-presidente é detido após decisão do Supremo Tribunal Federal que rejeitou recursos considerados protelatórios

O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, por 6 votos a 4, a prisão do ex-presidente Fernando Collor de Mello, condenado a oito anos e dez meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A decisão ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes determinar a execução imediata da pena, considerando os recursos da defesa meramente protelatórios.

Collor foi preso na madrugada de 25 de abril de 2025, em Maceió, enquanto se dirigia a Brasília para se entregar. Ele foi levado à Superintendência da Polícia Federal na capital alagoana, onde permanece custodiado.

A condenação está relacionada a propinas de R$ 20 milhões recebidas entre 2010 e 2014 da UTC Engenharia, em troca de influência política para facilitar contratos com a BR Distribuidora, então subsidiária da Petrobras. Os valores foram ocultados para disfarçar sua origem ilícita.

Além da pena de prisão, Collor foi condenado ao pagamento de 90 dias-multa e R$ 20 milhões por danos morais coletivos, em conjunto com outros dois condenados. Ele também está proibido de exercer cargos públicos pelo dobro do tempo da pena. 

A defesa de Collor solicitou prisão domiciliar, alegando problemas de saúde, como Parkinson e apneia grave, mas o pedido foi negado.

Com essa decisão, Collor torna-se o terceiro ex-presidente brasileiro a ser preso por crimes comuns, após Lula e Michel Temer.