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Alta de 3% no mês coloca capital catarinense entre os maiores aumentos do Brasil

Em março de 2025, Florianópolis registrou um aumento de 3% no custo da cesta básica, alcançando R$ 831,92, conforme dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Esse valor representa 59,25% do salário mínimo líquido, exigindo 120 horas e 34 minutos de trabalho para sua aquisição. No acumulado do ano, a variação foi de 2,77%, e nos últimos 12 meses, de 5,15%.

As maiores elevações ocorreram nas capitais do Sul: Curitiba (3,61%), Florianópolis (3%) e Porto Alegre (2,85%). Por outro lado, Aracaju (-1,89%), Natal (-1,87%) e João Pessoa (-1,19%) apresentaram reduções.

São Paulo lidera com a cesta mais cara (R$ 880,72), seguida por Rio de Janeiro (R$ 835,50) e Florianópolis. As menores médias foram em Aracaju (R$ 569,48), João Pessoa (R$ 626,89) e Recife (R$ 627,14).

Produtos como café, tomate e leite integral influenciaram o aumento. O café subiu em todas as capitais, variando de 3,92% em São Paulo a 14,48% em Belém, devido a estoques mundiais baixos. O tomate teve alta em 13 capitais, com destaque para Florianópolis (61,13%), reflexo da menor oferta da safra de verão. O leite integral aumentou em dez capitais, de 0,14% em Salvador a 9,05% em Vitória, influenciado pela entressafra.

Em contrapartida, a carne bovina de primeira apresentou queda em 15 capitais, variando de -4,18% em Aracaju a -0,60% em São Paulo, devido à maior oferta interna.

Considerando a cesta mais cara (São Paulo), o Dieese estima que o salário mínimo necessário para suprir as despesas de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.398,94, equivalente a 4,87 vezes o mínimo atual de R$ 1.518,00.