Thamily Venâncio Ereno, estudante de Odontologia, teve morte cerebral confirmada após ser baleada em operação da PCSC – Foto: Arquivo pessoal/G7SC

Baleada durante ação policial, universitária de 23 anos teve morte encefálica confirmada; corregedoria acompanha o caso

Na tarde de sexta-feira (21), uma operação da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) em Criciúma teve um desdobramento trágico. Thamily Venâncio Ereno, estudante de Odontologia de 23 anos, foi baleada na cabeça durante uma abordagem policial que visava prender seu companheiro, suspeito de tráfico de drogas e envolvimento com organização criminosa.

A ação ocorreu no bairro São Sebastião, por volta das 14h30. Kauan de Oliveira Filastro, de 20 anos, estava em um carro de aplicativo junto com Thamily quando a polícia tentou interceptá-lo. Segundo relato dos agentes, o motorista do veículo, de 42 anos, desobedeceu à ordem de parada e acelerou em marcha à ré em direção aos policiais, que reagiram disparando contra o veículo. Um dos tiros atingiu a jovem, que estava no banco traseiro.

Thamily recebeu atendimento do Samu ainda no local e foi levada ao Hospital São José, onde segue internada em estado grave. No sábado (22), a unidade confirmou que a estudante teve morte encefálica, mas permanece respirando.

O motorista do veículo foi preso em flagrante por tentativa de homicídio e desobediência, enquanto o companheiro de Thamily foi encaminhado à Delegacia de Investigação Criminal. A Corregedoria da Polícia Civil investiga as circunstâncias da operação.

O caso gerou grande comoção, especialmente entre a comunidade acadêmica da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), onde a jovem estudava. Professores e colegas lamentaram profundamente o ocorrido e descreveram Thamily como uma aluna dedicada e querida.

A tragédia levanta questionamentos sobre os protocolos policiais em abordagens e reforça a necessidade de medidas que garantam a segurança de todos os envolvidos.