Cirurgia inédita com tecnologia de ponta em hospital de SC renova a esperança de recuperação para criança paraplégica — Foto: Divulgação/SECOM

Intervenção inédita utilizou modelagem 3D e neuronavegação para reduzir riscos e estimular recuperação neurológica

Uma cirurgia inédita realizada no Hospital Infantil Joana de Gusmão (HIJG), em Florianópolis, trouxe uma nova possibilidade de recuperação para uma criança de 9 anos que vivia em condição de paraplegia. O procedimento de alta complexidade utilizou tecnologia de neuronavegação associada à modelagem tridimensional da coluna vertebral, recurso ainda pouco empregado em cirurgias pediátricas no país.

A intervenção foi conduzida por uma equipe multidisciplinar e ocorreu em duas etapas cuidadosamente planejadas. A neuronavegação, tecnologia comparada a um “GPS cirúrgico”, permitiu maior precisão durante o procedimento, reduzindo riscos e aumentando a segurança da paciente.

De acordo com a equipe médica, os primeiros sinais de evolução surgiram ainda no pós-operatório inicial. A criança apresentou melhora da sensibilidade nos membros inferiores e redução da espasticidade, indicadores considerados animadores para a evolução neurológica ao longo do tratamento.

Procedimento reacende esperança de recuperação dos movimentos - Divulgação/SECOM/ND Mais
Tecnologia inédita utilizada em hospital catarinense traz novas perspectivas de recuperação para criança paraplégica — Foto: Divulgação/SECOM

A paciente é portadora de uma displasia esquelética rara, condição que provocou deformidades severas na coluna e compressão da medula espinhal desde o nascimento. A ausência de tratamento especializado nos primeiros anos resultou na perda de movimentos, sensibilidade e em dificuldades respiratórias e alimentares.

Após a mudança da família para Santa Catarina, a criança passou por avaliações detalhadas no HIJG até a definição da cirurgia. O procedimento atraiu a atenção de profissionais de outros estados e países, que acompanharam a técnica inédita.

Agora, a paciente seguirá em acompanhamento ambulatorial e reabilitação fisioterapêutica. A expectativa da equipe é de que os avanços observados se consolidem nos próximos meses, trazendo ganhos significativos em qualidade de vida.