Novas análises garantem a liberação de algumas áreas de cultivo de moluscos e mantém a interdição de três localidades. Nesta sexta-feira (09)

A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural anuncia a liberação dos cultivos de Armação do Itapocorói e Praia Alegre, no município de Penha; e de Laranjeiras, em Balneário Camboriú.

As áreas foram liberadas para retirada e comercialização de ostras, mexilhões, vieiras e berbigões após apresentarem dois resultados consecutivos negativos para a ficotoxina Ácido okadaico, também chamado de toxina diarreica.

Interdição parcial

A Secretaria da Agricultura liberou também alguns cultivos de forma parcial, ou seja, está liberada a retirada e comercialização apenas de ostras em Sambaqui, Santo Antônio de Lisboa e Cacupé, no município de Florianópolis; na Barra do Aririú, em Palhoça; em Ponta de Baixo, em São José; e na Fazenda da Armação, no município de Governador Celso Ramos. 

As ostras foram liberadas a partir de dois resultados negativos consecutivos para presença de toxina diarréica. O gerente de Pesca e Aquicultura da Secretaria da Agricultura, Sérgio Winckler, explica que ostras e mexilhões se comportam de forma diferente diante das concentrações de algas tóxicas, por isso, a desinterdição é parcial.  “Existem diferenças nos sistemas de filtração dos moluscos. A ostra concentra menos toxinas, por isso foi possível a sua liberação antes dos mexilhões”.

Áreas interditadas

Seguem interditados os cultivos de Freguesia do Ribeirão, Barro Vermelho e Costeira do Ribeirão, no município de Florianópolis.

Está proibido retirar e comercializar ostras, mexilhões e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia dessas áreas.

A Secretaria da Agricultura interdita as áreas após exames laboratoriais detectarem a concentração de ficotoxina Ácido Okadaico acima dos limites permitidos nos cultivos de moluscos bivalves nessa localidade. Quando consumida por seres humanos, essa substância pode ocasionar náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia.

A Cidasc intensificou as coletas para monitoramento das áreas de produção de moluscos interditadas e arredores. Os resultados dessas análises definirão a liberação ou a manutenção da interdição. Os locais de produção interditados serão liberados após dois resultados consecutivos demonstrando que os moluscos estão aptos para o consumo.

 Monitoramento constante

Santa Catarina é o único estado do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, permitindo maior segurança para os produtores e consumidores.