
Reajuste para 2026 não acompanha despesas básicas e famílias seguem no limite para fechar o mês
O governo federal oficializou, nesta quarta-feira (24), o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026. Apesar do aumento de 6,79% em relação ao valor atual, de R$ 1.518, o anúncio chega em um momento em que muitos brasileiros convivem diariamente com o aperto no orçamento e a dificuldade para manter as contas essenciais em dia.
O decreto publicado no Diário Oficial estabelece ainda que o valor diário do mínimo será de R$ 54,04 e o valor por hora, de R$ 7,37. Na prática, porém, economistas destacam que esse avanço não acompanha a realidade dos preços de alimentação, transporte, energia e aluguel — despesas que pressionam especialmente famílias de baixa renda.
Desde 2023, o reajuste do salário mínimo segue a Política de Valorização, que calcula o aumento a partir da inflação medida pelo INPC e do crescimento real do PIB de dois anos anteriores. O PIB de 2024, revisado pelo IBGE, registrou alta de 3,4%, permitindo ganhos acima da inflação dentro do limite previsto pelo arcabouço fiscal, que autoriza acréscimos entre 0,6% e 2,5%.
Com essa regra, o valor projetado seria de R$ 1.620,99, arredondado para R$ 1.621. Apesar da correção, a sensação predominante entre muitos trabalhadores é de que o dinheiro continua ficando curto: em diversas regiões, o custo da cesta básica ultrapassa metade do salário mínimo, e outras despesas essenciais consomem rapidamente o restante.
Enquanto o novo valor entra em vigor, o desafio permanece o mesmo para milhões de brasileiros: equilibrar o orçamento e tentar fechar o mês sem dívidas, mesmo com um aumento que, no papel, representa avanço, mas que na vida real ainda está longe de cobrir as necessidades básicas das famílias.









