
Minuta aprovada pela Câmara prevê padrão de até três pavimentos em áreas residenciais e mantém verticalização no Centro
O desenho urbano de Balneário Camboriú, conhecida nacionalmente pelos arranha-céus à beira-mar, pode passar por uma nova fase de transformação urbana. A Câmara de Vereadores aprovou nesta semana a minuta final da revisão do microzoneamento, etapa que antecede o envio de um projeto de lei que pretende atualizar as regras urbanísticas do município.
A proposta, que ainda precisa ser formalizada pela prefeita Juliana Pavan e encaminhada novamente ao Legislativo, estabelece novos parâmetros para o chamado “highline”, termo utilizado para definir a altura predominante das edificações em determinadas áreas da cidade.
Entre as mudanças mais relevantes está a definição de um padrão de até três pavimentos para grande parte dos bairros residenciais. A medida busca reduzir contrastes entre edificações e criar maior harmonia no perfil urbano em regiões já consolidadas.
Bairros como Nova Esperança, São Judas, Barra, Municípios, Nações e Vila Real devem seguir essa diretriz predominante. A proposta pretende evitar a construção de prédios altos em áreas tradicionalmente formadas por casas e edificações de menor porte.
No bairro dos Amores, as regras são um pouco mais flexíveis. Terrenos com área mínima de 400 metros quadrados poderão receber edificações de até quatro pavimentos, enquanto lotes menores permanecem limitados a três andares.
Já no Ariribá, o padrão geral também será de até três pavimentos, mas o zoneamento prevê exceções em pontos específicos da região. Dependendo da localização e da metragem do terreno, as construções poderão atingir alturas maiores, chegando a 15, 30 ou até 40 metros em determinadas áreas.
Nos bairros Estados e Centro, especialmente na faixa entre a Terceira Avenida e a Marginal, a proposta mantém três pavimentos no interior das quadras, enquanto corredores estratégicos concentram maior potencial construtivo.
A área central consolidada — entre a Avenida Atlântica e a Terceira Avenida — praticamente não terá mudanças nas regras atuais. Nesta região, marcada por edifícios altos e forte valorização imobiliária, o modelo de verticalização já existente será mantido.
Caso o projeto seja aprovado em nova votação na Câmara, as mudanças poderão impactar diretamente o planejamento urbano, o mercado imobiliário e os investimentos da construção civil em uma das cidades com o metro quadrado mais valorizado do Brasil.









