Entre 05 e 09 de janeiro, IMA monitora a qualidade da água; confira como ficou a balneabilidade em Itapema, Porto Belo e Bombinhas
O Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) divulgou o relatório de balneabilidade nº 9, com dados referentes às coletas realizadas entre os dias 05 e 09 de janeiro de 2026, período em que as condições da água do mar foram avaliadas em centenas de pontos ao longo de todo o litoral catarinense. No total, 169 dos 260 locais monitorados foram considerados próprios para banho, o que corresponde a cerca de 65% das amostras analisadas pelo órgão.
O monitoramento da balneabilidade segue critérios técnicos estabelecidos pela Resolução CONAMA nº 274/2000, que considera principalmente a presença da bactéria Escherichia coli como indicador de qualidade da água. A atualização dos resultados ocorre automaticamente no portal de balneabilidade do IMA, permitindo que moradores, turistas e gestores públicos acompanhem o status de cada ponto em tempo real.
Em Itapema, o cenário chamou atenção dos banhistas: todos os trechos monitorados da popular Meia Praia foram classificados como impróprios para banho nesta semana de amostragem, com a presença de contaminação bacteriana acima dos limites permitidos nos quatro pontos analisados ao longo da orla. Nas demais áreas do município, incluindo partes centrais da faixa de areia e a região da Ilhota, algumas coletas foram consideradas próprias para o banho, mas a situação ainda aumenta a necessidade de cautela por parte dos veranistas.
A situação em Porto Belo apresentou variações de acordo com o ponto avaliado, com alguns trechos em condição própria para banho enquanto outros registraram índices que os tornaram impróprios, principalmente próximos a saídas de drenagem ou galerias pluviais, locais mais suscetíveis à influência de água transportada pelas chuvas.
Em Bombinhas, destino tradicionalmente procurado por suas águas claras, o relatório também registrou pontos próprios e outros impróprios para banho. As oscilações refletem a dinâmica natural das águas costeiras e a influência de fatores como chuva, maré e escoamento urbano, que podem alterar rapidamente a qualidade da água em determinados locais.
O IMA reforça que, mesmo em pontos classificados como próprios, os banhistas devem observar as atualizações dos relatórios semanais e evitar o contato com a água nas primeiras 24 a 48 horas após chuvas intensas, período em que sedimentos, resíduos e microrganismos podem ser carregados para o mar e elevar o risco à saúde.
Entre os possíveis impactos à saúde estão irritações de pele, conjuntivites e infecções gastrointestinais, especialmente quando as concentrações de bactérias ultrapassam os níveis de segurança. Por isso, o instituto orienta que a população utilize as informações oficiais e sinalizações locais antes de entrar no mar.
Todos os resultados detalhados podem ser consultados no portal de balneabilidade do IMA, onde mapas interativos mostram a classificação de cada ponto e permitem o acompanhamento atualizado do status das praias em todo o litoral catarinense.

Observação importante:
O IMA destaca que os resultados da balneabilidade refletem o período da coleta e podem variar semanalmente, especialmente em função das condições climáticas. Chuvas intensas e o aumento da circulação de pessoas durante a alta temporada de verão podem impactar diretamente a qualidade da água. Por isso, é recomendável que os banhistas acompanhem os relatórios atualizados antes de entrar no mar.










