
Operação internacional desarticulou esquema ativo desde 2017 e prendeu suspeitos no Brasil e na Irlanda
A Polícia Federal, em ação integrada com a polícia irlandesa, desarticulou nesta quarta-feira (3) uma rede criminosa responsável por explorar mulheres brasileiras em países da Europa. As investigações apontam que cada vítima rendia à quadrilha até R$ 700 mil, totalizando cerca de R$ 49 milhões.
O delegado regional da PF em Santa Catarina, Farnei Franco Siqueira, explicou que as mulheres eram aliciadas principalmente em clubes e comunidades do estado. Muitas viajavam sabendo que atuariam como profissionais do sexo, mas, ao chegar no exterior, eram submetidas a exploração e condições degradantes que as impediam de retornar ao Brasil.
De acordo com os investigadores, a organização criminosa estava ativa desde 2017 e utilizava empresas de turismo para facilitar a movimentação das vítimas. O caso veio à tona em 2024, após a denúncia de uma das mulheres, hoje sob proteção internacional.

No Brasil, a operação cumpriu cinco mandados de prisão e 30 de busca e apreensão em diferentes cidades. Já na Irlanda, três pessoas foram presas, incluindo o homem apontado como líder do esquema.
Além do tráfico sexual, a quadrilha é investigada por lavagem de dinheiro, com suspeita de investimentos em veículos de luxo, imóveis e criptomoedas.
Segundo a PF, a operação está apenas em sua primeira fase, e novas provas coletadas devem ampliar o alcance das investigações tanto no Brasil quanto na Europa.









