Projeto EDPOP Mulheres promove formação e fortalecimento do protagonismo feminino em diferentes regiões de Santa Catarina. – Foto: Divulgação

Iniciativa do Instituto Araxá, em parceria com o Ministério das Mulheres, prevê formações em cinco regiões do estado

O projeto EDPOP Mulheres: Voz, Poder e Igualdade foi oficialmente lançado em Santa Catarina com a proposta de ampliar a participação feminina nos espaços de decisão política, social e comunitária. A iniciativa é desenvolvida pelo Instituto Araxá, em parceria com o Ministério das Mulheres, e deve impactar diretamente cerca de 900 mulheres em cinco regiões do estado.

As ações serão realizadas no Médio e Alto Vale do Itajaí, Norte, Litoral Norte e Grande Florianópolis, por meio de encontros presenciais e atividades online baseadas na metodologia da educação popular. Os conteúdos abordam temas como democracia, políticas públicas, história das lutas femininas, comunicação, cultura, direitos e participação social.

O projeto surge em um cenário de baixa representatividade feminina na política catarinense. Dados eleitorais indicam que as mulheres ainda ocupam uma parcela reduzida dos cargos eletivos e dos espaços institucionais de decisão, apesar de representarem a maioria da população e das pessoas com ensino superior completo.

Além da sub-representação política, as mulheres seguem mais expostas à violência, à informalidade no trabalho e à vulnerabilidade social, especialmente em contextos de crise. Ao mesmo tempo, são protagonistas em áreas essenciais, como saúde, educação, assistência social e cuidado com pessoas.

A proposta do EDPOP Mulheres é fortalecer lideranças femininas nos territórios, incentivando a atuação em conselhos, fóruns, audiências públicas, movimentos sociais, partidos políticos e universidades, além de estimular a construção coletiva de propostas locais.

Desde dezembro, articuladoras regionais vêm sendo capacitadas para mobilizar participantes. As inscrições ocorrem por edital público, com prioridade para mulheres em situação de vulnerabilidade social. Ao final do projeto, será lançado um aplicativo colaborativo e realizado um seminário estadual em Florianópolis, reunindo experiências e propostas construídas ao longo do processo.