Com 85% de bolsistas trabalhando e mais de 700 suspeitas de irregularidades, SED promete fiscalizar e aprimorar os programas
Em audiência pública na Assembleia Legislativa, em 24 de junho, a secretária Luciane Ceretta apresentou dados que reforçam a importância do Universidade Gratuita e do Fumdesc para a inclusão no ensino superior.
Do total de mais de 50 mil estudantes contemplados, 82% cursaram o ensino médio em escolas públicas estaduais, comprovando o alcance social das iniciativas.
Além disso, 85% dos bolsistas combinam a graduação com trabalho, revelando o esforço diário para manter os estudos e apoiar suas famílias.
Em apenas dois anos, 54% das vagas em universidades comunitárias e 32% nas privadas estão preenchidas por estudantes desses programas, com renda média entre R$ 2.022 e R$ 2.256.
Novas medidas provisórias ampliaram o Fumdesc, retendo R$ 35 milhões de repasses e mobilizando recursos excedentes do superávit estadual para a Universidade Gratuita.
O TCE-SC identificou cerca de 700 casos com divergências patrimoniais significativas entre os bolsistas, que serão investigados em até 30 dias pelo MPSC e TCE.
O relatório do Tribunal aponta 18.383 inscrições com indícios de inconsistência (renda, bens, vínculos empregatícios), com prejuízo estimado em R$ 324 milhões.
Entre os casos, 858 alunos com patrimônio superior a R$ 1 milhão chegaram a receber bolsas, incluindo possuidores de carros e imóveis luxuosos.
Em reunião com TCE e MPSC, a SED se comprometeu a analisar e responsabilizar irregularidades, padronizar documentação, antecipar editais, lançar simulador de pela plataforma, criar Disque‑Denúncia e grupo interinstitucional de fiscalização.
A secretária ressaltou: “Não vamos permitir que essa política seja fragilizada. Vamos melhorar, punir quem tiver que ser punido e garantir o acesso ao ensino superior”










