Novos elementos da perícia levaram a Polícia Civil a mudar a linha de investigação sobre a morte da jovem em Criciúma. - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Companheiro da vítima permanece preso preventivamente; perícia e depoimentos reforçaram mudança na linha de investigação.

A investigação sobre a morte de Eduarda Perovano Salvaro, de 21 anos, ganhou um novo rumo em Criciúma, no Sul de Santa Catarina. A Polícia Civil descartou a hipótese inicial de um suposto pacto de suicídio e passou a tratar o caso como feminicídio. O principal suspeito é o companheiro da jovem, de 24 anos, que permanece preso preventivamente enquanto o inquérito avança.

Eduarda foi encontrada morta no apartamento onde morava com o namorado, após familiares acionarem a Polícia Militar preocupados com mensagens e áudios enviados pelo casal. Segundo as investigações, o suspeito informou que ambos teriam tentado tirar a própria vida, mas sobreviveu. No entanto, os primeiros levantamentos realizados pela Polícia Científica e os depoimentos colhidos durante a investigação passaram a contradizer essa versão.

De acordo com a delegada Ana Elisa Vargas, responsável pelo caso, os elementos reunidos até o momento apontam para um crime de feminicídio. A análise do local da ocorrência, os exames periciais e a ausência de lesões compatíveis com a narrativa apresentada pelo investigado reforçaram a mudança na linha de investigação. As circunstâncias da morte seguem sendo detalhadas por meio de novos laudos técnicos.

As investigações também apuram o intervalo entre a morte da jovem e a localização do corpo. Conforme informado à polícia, a vítima teria permanecido no apartamento por cerca de dois dias antes de ser encontrada. Esse fato, somado aos demais elementos reunidos, será considerado durante a conclusão do inquérito policial.

O Ministério Público defendeu a manutenção da prisão preventiva do suspeito por entender que existem indícios suficientes da prática de feminicídio, cuja pena pode ser agravada conforme o andamento da ação penal. A Polícia Civil continua ouvindo testemunhas e aguardando a conclusão de exames periciais para finalizar a investigação e encaminhar o caso ao Poder Judiciário.

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