
Substância injetável era oferecida pelas redes sociais sem autorização da Anvisa
Uma mulher foi presa em flagrante nesta quarta-feira (25) suspeita de comercializar medicamentos irregulares para emagrecimento dentro de um órgão público em Santa Catarina.
A ação foi realizada pela Polícia Civil, por meio do Setor de Investigações Criminais da 1ª Delegacia de Polícia da Capital, durante a Operação Shape Fake.
Segundo a investigação, a suspeita vendia frascos-ampola contendo tirzepatida, substância injetável utilizada para controle de peso, mas sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O nome do órgão onde ela trabalhava não foi divulgado pelas autoridades.
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão: um na residência da investigada e outro no local de trabalho. Durante as diligências, os policiais localizaram ampolas da substância e um aparelho celular.
De acordo com a corporação, o telefone era utilizado para negociar os produtos por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens.
A mulher foi encaminhada à Central de Plantão Policial, onde foi autuada em flagrante.
A Polícia Civil alerta que a venda de medicamentos sem autorização sanitária representa risco direto à saúde pública.
No caso de substâncias injetáveis, os perigos são ainda maiores, pois não há garantia de procedência, armazenamento adequado ou controle de qualidade.
Especialistas reforçam que o uso sem prescrição médica pode provocar efeitos adversos graves e imprevisíveis. A tirzepatida, quando regularizada, deve ser utilizada apenas sob acompanhamento profissional.
A investigação continua para identificar a origem dos produtos e apurar se há outros envolvidos no esquema. O inquérito também vai avaliar a extensão da comercialização e possíveis compradores.
A Polícia Civil orienta que denúncias sobre venda irregular de medicamentos podem ser feitas de forma anônima.









