
Investigação aponta que ele aliciava familiares e pagava para ter acesso a crianças e produzir material criminoso
A prisão de um piloto no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, trouxe à tona um caso grave de exploração sexual infantil que vinha sendo investigado há cerca de três meses pela Polícia Civil. De acordo com as autoridades, o homem é suspeito de liderar uma rede criminosa voltada ao abuso e à produção de material ilegal envolvendo crianças e adolescentes.
As investigações indicam que o suspeito se aproximava de mães e avós em situação de vulnerabilidade social, oferecendo pequenas quantias em dinheiro e ajuda financeira em troca de acesso às crianças. Entre os benefícios relatados estão pagamentos em espécie, auxílio com aluguel, compra de medicamentos e até eletrodomésticos.
Segundo a polícia, ao menos dez vítimas já foram identificadas, a maioria com idades entre 12 e 13 anos, mas há indícios de que o número possa ser maior. Parte das provas foi encontrada em aparelhos eletrônicos apreendidos durante a operação.
Em alguns casos, o investigado utilizava documentos de terceiros para retirar as crianças de casa e levá-las a locais onde os abusos ocorriam. Há relatos de violência física associada aos crimes, o que reforça a gravidade da situação.
A operação, denominada “Apertem os Cintos”, também resultou na prisão de duas mulheres suspeitas de participação direta no esquema. De acordo com a polícia, elas teriam conhecimento dos crimes e permitido o contato do suspeito com as vítimas.
A prisão ocorreu dentro da aeronave em que o piloto trabalharia naquele dia. A estratégia foi adotada após o monitoramento da escala de voos, já que a rotina profissional dificultava a localização do investigado.
Casado e pai, o suspeito permanece preso à disposição da Justiça. A polícia continua analisando o material apreendido e busca identificar outras possíveis vítimas, além de aprofundar a responsabilização de todos os envolvidos.
As autoridades reforçam a importância de denunciar qualquer suspeita de abuso ou exploração infantil. O enfrentamento desse tipo de crime depende da atuação conjunta das instituições e da sociedade.









