Ação da Polícia Federal cumpriu mandados e avançou em investigação em andamento - Foto/Divulgação/PF

Polícia Federal prendeu ex-presidente da Rioprevidência e investiga possível obstrução de provas envolvendo irmãos localizados em Santa Catarina

A segunda fase da Operação Barco de Papel, deflagrada pela Polícia Federal, resultou na prisão do ex-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, e no cumprimento de mandados judiciais em Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina. A investigação apura crimes contra o sistema financeiro relacionados à gestão de recursos previdenciários do Estado do Rio de Janeiro.

A prisão de Antunes ocorreu no município de Itatiaia (RJ), durante uma ação conjunta da Polícia Federal com apoio da Polícia Rodoviária Federal, após o investigado retornar de viagem internacional. Ele foi encaminhado à delegacia da PF e posteriormente transferido para a Superintendência no Rio de Janeiro.

Em Itapema, agentes da Polícia Federal cumpriram mandados de busca e apreensão em um apartamento localizado no bairro Meia Praia. Os alvos da ação eram dois irmãos, que inicialmente não foram localizados e passaram a ser considerados foragidos da Justiça Federal, até serem detidos horas depois em outro endereço da cidade.

Segundo a PF, a 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro autorizou três prisões temporárias e nove mandados de busca, diante de indícios de obstrução das investigações e ocultação de provas.

As apurações indicam que os irmãos teriam auxiliado na retirada de documentos e na transferência de dois veículos de luxo pertencentes ao ex-dirigente, após ele tomar conhecimento das investigações.

O foco central da operação são investimentos considerados de alto risco realizados pela Rioprevidência no Banco Master, que somam cerca de R$ 970 milhões, colocando em risco recursos destinados a aposentadorias e pensões de servidores públicos.

A Polícia Federal segue analisando o material apreendido para esclarecer o grau de participação de cada investigado.