
Ação coordenada pelo MPSC cumpre prisões e buscas em dezenas de cidades e investiga quase 40 pessoas por crimes contra a fauna
Uma grande operação coordenada em Santa Catarina mobilizou forças de segurança na manhã desta terça-feira (3) para combater o tráfico de animais silvestres e crimes ambientais associados. Batizada de Operação Aruana, a ação é conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), com apoio da Polícia Militar Ambiental e de promotorias especializadas.
Ao todo, estão sendo cumpridas 65 ordens judiciais, sendo 20 mandados de prisão e 45 de busca e apreensão, contra 39 pessoas investigadas por integrar uma suposta rede criminosa voltada ao comércio ilegal de animais e à falsificação de documentos para dar aparência de legalidade à atividade.
A ofensiva tem como base o território catarinense e ocorre simultaneamente em 27 municípios de cinco estados: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Bahia e Rio Grande do Sul.
Em Santa Catarina, principal foco da operação, as equipes realizam diligências em cidades como Joinville, Balneário Camboriú, Itapema, Itajaí, Florianópolis, Navegantes, Palhoça, Jaraguá do Sul, Indaial e Timbó, entre outras. Os mandados foram expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas.
Segundo o Ministério Público, as investigações apontam que o grupo atuava na captura, manutenção e comercialização clandestina de diversas espécies da fauna silvestre. Para burlar a fiscalização ambiental, os suspeitos teriam utilizado documentos falsificados, anilhas e chips adulterados, criando registros irregulares que simulavam origem legal dos animais.
Durante o cumprimento dos mandados, equipes especializadas também trabalham no resgate de animais mantidos de forma irregular, garantindo atendimento imediato com apoio de médicos-veterinários e órgãos ambientais.
Os animais apreendidos devem ser encaminhados para centros de triagem e instituições autorizadas, onde receberão cuidados e avaliação antes de eventual reintegração à natureza ou encaminhamento a santuários.
Todo o material coletado — incluindo celulares, documentos e equipamentos — será analisado pela Polícia Científica, que dará suporte às investigações para identificar outros envolvidos e aprofundar o mapeamento da rede criminosa.
As autoridades destacam que o tráfico de animais silvestres é considerado um dos crimes ambientais mais lucrativos do país e causa impactos diretos na biodiversidade, além de colocar em risco espécies nativas e o equilíbrio dos ecossistemas.









