Operação Apoteose investiga suspeitas de irregularidades em licitações relacionadas à ExpoCaçador 2026. Foto: MPSC/Divulgação

Ação do Gaeco cumpriu 12 mandados de busca em seis cidades de Santa Catarina; Justiça também determinou restrições envolvendo contratos e participação de empresas em licitações.

Dois empresários do setor de eventos foram presos preventivamente nesta quarta-feira (14), durante a Operação Apoteose, que apura possíveis irregularidades em contratos públicos ligados à ExpoCaçador 2026, no Meio-Oeste catarinense.

As prisões ocorreram em Chapecó, onde foi detido Ricardo Avlis, conhecido como Ricardinho, e em Itajaí, onde foi preso Clovis Sandri. Ambos atuam no segmento de eventos.

Investigação apura possível favorecimento

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em seis cidades de Santa Catarina, incluindo Chapecó e Caçador.Foto: MPSC/Divulgação/ND Mais
A Operação Apoteose busca reunir provas sobre possíveis irregularidades em contratos públicos ligados à ExpoCaçador 2026. – Foto: MPSC/Divulgação

Deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a operação cumpre 12 mandados de busca e apreensão em Caçador, Chapecó, Campos Novos, Monte Carlo, Itajaí e Navegantes.

De acordo com o Ministério Público, há suspeitas de que procedimentos licitatórios tenham sido previamente combinados para beneficiar determinados participantes. Entre os pontos investigados estão o possível compartilhamento de informações privilegiadas, a manipulação de preços de referência e o uso de empresas relacionadas entre si em pesquisas de mercado.

Medidas judiciais e agentes públicos

A apuração também busca esclarecer uma possível participação de agentes públicos, incluindo uma agente em exercício e um ex-agente de Caçador. A Justiça determinou ainda a suspensão temporária de contratos e restrições à participação de empresas investigadas em licitações do município.

Prefeitura se manifesta

Em nota, a Prefeitura de Caçador afirmou que o processo licitatório da feira está documentado e declarou confiança na condução dos procedimentos. O município também informou estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

A investigação é conduzida sob sigilo judicial. As suspeitas ainda precisam ser apuradas, e as prisões preventivas não representam condenação. Os empresários foram procurados pela reportagem, mas não haviam se manifestado até a publicação. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.