Operação de busca e salvamento mobilizou bombeiros e apoio aéreo na região onde a embarcação naufragou - Foto: Divulgação/CBMSC

Pai e filho de Penha desapareceram após saída para pesca; sobrevivente passou a noite à deriva no mar

Uma saída para a pesca terminou em tragédia no Litoral Norte de Santa Catarina e mobilizou equipes de resgate por mais de 24 horas. Pai e filho, moradores de Penha, desapareceram após entrarem no mar na região da Praia do Ervino, em São Francisco do Sul. A embarcação utilizada pela dupla foi encontrada virada, sem ocupantes, entre a Ilha dos Tamboretes e a região da Enseada.

O desaparecimento foi percebido após os pescadores não retornarem no horário previsto, o que levou familiares a acionarem os órgãos de segurança. Ainda no fim da tarde de segunda-feira (12), buscas foram iniciadas com apoio de embarcações, mergulhadores e equipes especializadas, concentrando os trabalhos no mar e na faixa costeira.

Durante a madrugada, as operações continuaram diante da possibilidade de vítimas à deriva. Na manhã de terça-feira (13), uma aeronave que participava das buscas localizou o filho, de 37 anos, ainda com vida. Ele passou a noite inteira no mar, enfrentando frio, cansaço e correntezas, sobrevivendo ao se agarrar a uma porta de geladeira, usada como boia improvisada.

Homem sobrevive a naufrágio agarrado em porta de geladeira no Litoral Norte
Momento em que o filho é resgatado com vida após passar a noite à deriva no mar, sobrevivendo ao se agarrar a uma porta de geladeira – Foto: Reprodução

O resgate foi realizado com sucesso e o homem foi encaminhado ao Hospital Nossa Senhora das Graças, em São Francisco do Sul, onde recebeu atendimento médico e permaneceu em observação. Apesar do desfecho positivo do resgate, as buscas pelo pai tiveram um resultado trágico. O corpo do pescador, de 58 anos, foi localizado posteriormente na mesma região onde a embarcação havia naufragado.

As circunstâncias do acidente seguem sob investigação. Informações preliminares indicam que o trecho do litoral apresenta correntezas fortes e mudanças rápidas nas condições do mar, fatores que podem ter contribuído para o naufrágio. O caso reforça o alerta para os riscos da navegação e da pesca em áreas de mar aberto, especialmente sem acompanhamento das condições climáticas.