
Alta mortalidade de Pinguins-de-Magalhães é registrada devido a migração e possível contaminação
Nesta temporada, Florianópolis registrou a morte de aproximadamente 1.844 pinguins. De acordo com a Associação R3 Animal, responsável pela reabilitação e reintrodução dos Pinguins-de-Magalhães, foram encontrados 1.970 pinguins na capital catarinense até 30 de julho de 2024. A mortalidade elevada é atribuída ao processo de migração desses pinguins, que viajam do sul da Argentina para as águas mais quentes do litoral brasileiro.
Durante a migração, muitos pinguins se perdem do bando e enfrentam dificuldades, o que resulta em fragilidade e morte. Apenas 126 pinguins foram resgatados com vida neste ano, em contraste com 121 resgates na temporada anterior, quando 2.028 pinguins foram encontrados nas praias da região.
A migração se intensificou a partir de junho, aumentando o número de avistamentos. Pinguins-partem da Patagônia em busca de alimento e enfrentam desafios como redes de pesca e lixo marinho, além de estarem frequentemente em sua primeira migração, o que os torna ainda mais vulneráveis.
A R3 Animal também alertou sobre a possibilidade de infecção por Gripe Aviária (H5N1) entre os Pinguins-de-Magalhães, com casos já registrados em outras aves no Brasil. A associação pediu cautela ao lidar com pinguins encontrados nas praias, especialmente durante a temporada de inverno, e recomendou evitar contato direto com os animais.
Se encontrar um pinguim em situação de emergência, siga as seguintes orientações:
- Não se aproxime se estiver nadando.
- Não force o pinguim a voltar para a água.
- Mantenha o pinguim longe de gelo e evite alimentá-lo.
- Coloque-o em um ambiente seco e aquecido, como uma caixa de papelão.
- Use luvas e máscara ao manusear o animal e avise a R3 Animal pelo telefone 0800 642 3341.









