Suspeitos integravam rede criminosa com atuação interestadual - Foto: Polícia Civil/Divulgação

Suspeito atuava como elo entre sequestradores e “laranjas” para movimentação de dinheiro via Pix

Em 9 de julho, um homem foi preso em Joinville, apontado como gerente financeiro de uma quadrilha envolvida em sequestros e golpes via Pix. Ele administrava contas bancárias falsas usadas para lavar os recursos provenientes dos crimes.

Investigações iniciadas após um sequestro em outubro de 2022, em São Paulo, revelaram o funcionamento do esquema. Um casal foi sequestrado em carro blindado, coagido a fazer transferências e mantido refém enquanto um dos sequestradores negociava com a polícia.

O preso era responsável por organizar as contas utilizadas no golpe. Na residência dele, a polícia encontrou 12 celulares com registros que comprovam o controle do dinheiro. Ele recrutava “laranjas” de SC, que recebiam R$ 300 por operação, enquanto ele ficava com 20% do valor.

A ação da polícia incluiu 16 mandados em Joinville, Araquari e São Francisco do Sul. Além disso, familiares do suspeito foram investigados: os pais também tiveram seus celulares apreendidos para análise.

“Houve montagem de uma rede nacional usando contas de terceiros para repassar o dinheiro obtido em crimes”, afirmou o delegado Murilo Batalha. A Justiça já autorizou a quebra de sigilo dos investigados, e os aparelhos seguem sob exame.

As próximas etapas da operação devem revelar novos detalhes sobre a estrutura do grupo. O principal líder já foi preso, e a investigação segue em andamento, com foco em desmantelar toda a rede criminosa.