
Condutora deve responder por homicídio doloso e outros crimes após tragédia na madrugada
O Ministério Público de Santa Catarina denunciou a motorista do Porsche Macan que causou um acidente com morte em Balneário Camboriú, afirmando que ela assumiu o risco de matar ao dirigir embriagada e em alta velocidade.
O caso aconteceu na madrugada de 15 de dezembro de 2025, na Avenida Normando Tedesco, quando o carro colidiu violentamente contra postes e um muro, percorrendo mais de 70 metros antes de parar.
Laudos periciais descartaram falha mecânica e apontaram que a causa do acidente foi a combinação de álcool e desrespeito às normas de trânsito.
O teste do bafômetro indicou 0,97 mg/L de álcool no organismo da condutora, valor muito acima do permitido por lei.
No veículo estava a empresária Aline Cristina Dalmolin, de 41 anos, que sofreu ferimentos gravíssimos e não resistiu, apesar dos socorros prestados no local e no hospital.
Após o acidente, a motorista deixou o local a pé e foi encontrada em uma área de mangue próxima ao Rio Camboriú pelos policiais. Ela foi presa em flagrante e liberada sob fiança após audiência de custódia.
Na denúncia, o MPSC imputou à condutora os crimes de homicídio doloso na forma de dolo eventual, embriaguez ao volante e fuga do local do acidente.
O órgão pediu que o processo seja encaminhado ao Tribunal do Júri pela gravidade dos fatos.
Também foi solicitado um valor mínimo de indenização de R$ 100 mil à família da vítima pelos danos sofridos.
O caso reacende debates sobre responsabilidade no trânsito e o combate ao consumo de álcool ao volante em áreas urbanas.









