Caminhoneiros iniciam paralisação em SC e cobram reajuste no valor do frete - Foto: Reprodução/SC Todo Dia

Categoria cobra atualização da tabela nacional após alta do diesel e não define prazo para encerrar paralisação

A paralisação dos caminhoneiros autônomos ganha força em Santa Catarina e deve impactar diretamente a logística nos próximos dias. O movimento, que integra uma mobilização nacional, surge como resposta à escalada no preço do diesel e à defasagem no valor do frete.

Em Itajaí, um dos principais polos logísticos do estado, cerca de 200 motoristas participaram de uma assembleia realizada no pátio de um posto de combustíveis, confirmando adesão à paralisação.

A decisão acompanha um movimento iniciado por transportadores ligados ao porto de Santos, que rapidamente se espalhou por diversas regiões do país.

A mobilização também envolve cidades estratégicas como Navegantes, Itapoá e Imbituba, todas com forte atuação portuária.

Segundo lideranças do setor, a adesão inicial pode alcançar entre 60% e 70% dos caminhoneiros autônomos.

A principal reivindicação é a atualização da tabela de frete da Agência Nacional de Transportes Terrestres, que, segundo a categoria, não acompanha o aumento dos custos operacionais.

O ponto mais crítico é o valor do diesel, que registrou alta próxima de 12% nos últimos dias, chegando a cerca de R$ 6,80 em alguns postos.

O reajuste recente, anunciado pela Petrobras, agravou a situação financeira dos transportadores.

Sem repasse proporcional no frete, muitos profissionais afirmam estar operando no prejuízo. Diante disso, a categoria defende a aplicação imediata do chamado “gatilho do frete”.

O mecanismo prevê reajustes automáticos sempre que houver aumento no combustível.

Além disso, os caminhoneiros cobram melhores condições de trabalho e maior fiscalização sobre empresas que pagam abaixo da tabela mínima.

Estimativas do setor indicam que seria necessário um reajuste entre 10% e 12% no valor do frete para equilibrar os custos.

Em alguns casos, motoristas relatam que manter o caminhão parado tem sido mais viável do que continuar rodando.

A paralisação não tem prazo definido para terminar.

A expectativa é de que o movimento se intensifique caso não haja resposta do Governo Federal.