Município receberá R$ 9 bilhões em investimentos de alta tecnologia militar para construção de fragatas

Itajaí avança para viver uma nova e histórica fase na sua construção naval: foi inaugurado hoje (14) o escritório da Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron). A Empresa contratada pela Marinha do Brasil será a responsável pela gerência do projeto de construção de quatro navios de defesa de alta tecnologia no município.

A nossa cidade é a primeira do país a receber um contrato na área militar do atual Governo Federal. Os investimentos somam R$ 9,1 bilhões e o projeto será executado no estaleiro Oceana, em Itajaí. A estimativa é que oito mil novos empregos sejam criados, sendo dois mil diretos e mais seis mil indiretos.

Serão construídas quatro fragatas: unidades de escolta, vigilância do mar e controle de área com armamento sofisticado. O prazo do contrato é de pelo menos 10 anos e a primeira fragata deverá ser entregue em 2024 e a última em 2028 pelo consórcio formado pela empresa alemã Thyssenkrupp Marine System e as brasileiras Atech e Embraer Defesa e Segurança, com os serviços executados no estaleiro em Itajaí.

“É mais um capítulo importante neste novo período de desenvolvimento e prosperidade para Itajaí, com muita transferência de tecnologia, geração de empregos e criação de novas empresas”, ressaltou o prefeito Volnei Morastoni na inauguração.

O diretor-geral de material da Marinha, almirante José Augusto Vieira da Cunha de Menezes, falou da importância do escritório da Emgepron em Itajaí para o Programa Fragatas “Classe Tamandaré”.

“O presente ato reflete a confiança depositada pela Marinha do Brasil que vem conduzindo suas atividades para ser uma força moderna, equilibrada e balanceada e, para tal, estabeleceu o programa estratégico Construção do Núcleo do Poder Naval, do qual as Fragatas Classe Tamandaré fazem parte”, destacou o almirante.

Conheça as fragatas
As fragatas são máquinas de guerra sofisticadas, lançadoras de mísseis e torpedos pesados. Com 107 metros, as embarcações deslocam 3,5 mil toneladas e 136 tripulantes. As fragatas brasileiras da Classe “Tamandaré” terão recursos de redução da visibilidade e serão armadas com canhões, mísseis, torpedos e metralhadoras.

As embarcações serão utilizadas para a defesa dos 5,7 milhões de km² da costa brasileira. Hoje, a frota utilizada tem cerca de 40 anos e foram compradas no Reino Unido durante o governo do general Ernesto Geisel, e modernizadas ao menos duas vezes. O envelhecimento do grupo é um problema para a defesa do litoral. Os novos navios terão referência da família de embarcações Meko A100, da Thyssenkrupp, e terão melhores condições de monitorar e defender a costa.