Ex-procurador da Lava-Jato agradece e pede que não há necessidade de novas doações
O ex-procurador da Operação Lava-Jato Deltan Dallagnol afirmou ter recebido R$ 500 mil em doações via Pix para ajudá-lo a pagar a indenização ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele foi condenado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) a repassar R$ 75 mil ao petista por danos morais.
Dallagnol também se manifestou em suas redes sociais, agradecendo e pedindo que não há mais necessidade de novas doações! As doações espontâneas que milhares fizeram já atingiram meio milhão de reais. Suas vozes foram ouvidas, e seu ato de solidariedade e protesto já é muito claro: não vamos parar de combater à corrupção no Brasil”
O que vocês alcançaram em 36 horas, depositando R$ 500 mil, foi um fato inédito e histórico para o nosso país e 1 dos maiores marcos do apoio ao combate à corrupção da nossa história política recente. São milhares de doações de pequenos valores, de todos os cantos do Brasil. +
— Deltan Dallagnol (@deltanmd) March 24, 2022
Dallagnol afirmou que as doações foram feitas em pequenos valores de vários pontos do país. “O que vocês alcançaram em 36 horas, depositando R$ 500 mil, foi um fato inédito e histórico para o nosso país e um dos maiores marcos do apoio ao combate à corrupção da nossa história política recente”, enfatizou. “Enquanto muitos se vangloriam com a sua impunidade, vocês se mobilizaram numa das maiores manifestações cívicas que já vi na minha vida. Vocês mostraram que não se trata de Deltan, mas de uma causa que é de todos nós.”
Ele disse que lutará com todas as forças para derrubar a decisão do STJ. “Se isso acontecer, todo esse dinheiro será revertido para hospitais filantrópicos que tratam crianças com câncer e portadoras de autismo”, frisou. “Então, repito: não é mais necessário doar, mas sempre será necessário acreditar e lutar pelo Brasil. O recado de vocês é claro: os brasileiros têm fome e sede de justiça e com perseverança, vão alcançá-la.”
A condenação de Dallagnol saiu esta semana. Lula pedia R$ 1 milhão, por danos morais, devido ao PowerPoint apresentado pelo então procurador da Lava-Jato que o colocava como “comandante máximo” de uma organização criminosa.
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