Calor excessivo no mar provoca perdas históricas na produção de ostras em Santa Catarina. - Foto: Cidasc/Divulgação

Aumento da temperatura do mar afeta produção em todo o litoral catarinense e impacta mercado

Produtores de ostras enfrentam uma crise sem precedentes no litoral de Santa Catarina, com perdas que chegam a 90% da produção. O cenário é especialmente crítico em Florianópolis, principal polo da maricultura no país.

O problema está diretamente ligado ao aumento da temperatura do mar, que atingiu níveis elevados durante o verão. A ostra do Pacífico, espécie mais cultivada na região, não resiste a águas tão quentes, o que tem provocado mortalidade em massa.

Segundo o setor, a situação não é pontual e atinge praticamente todo o litoral catarinense, comprometendo a produção e o abastecimento.

Muitos produtores já não têm estoque para comercialização, enquanto outros passaram a vender apenas unidades menores. A tendência é de redução ainda maior da oferta nas próximas semanas.

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Produtores enfrentam crise inédita com até 90% de perdas na safra de ostras no litoral catarinense. – Foto: Cidasc/Divulgação

A cadeia produtiva, que envolve milhares de trabalhadores, também sente os impactos econômicos da crise, afetando desde a produção até o comércio e o setor gastronômico.

Para amenizar os prejuízos, o governo estadual anunciou linhas de crédito voltadas à recuperação da atividade.

Mesmo com o suporte financeiro, o setor reconhece que a retomada não será imediata. A expectativa é que, com a queda gradual da temperatura do mar, os cultivos comecem a se restabelecer ao longo dos próximos meses.

Santa Catarina é responsável por cerca de 91% da produção nacional de moluscos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o que reforça a importância estratégica da atividade e amplia os impactos da atual crise.