Imagem de drone registra o cenário de destruição causado por um deslizamento de terra em Juiz de Fora (MG), após as fortes chuvas que atingiram a região nesta quinta-feira (26). — Foto: Reprodução/TV Globo

Juiz de Fora e Ubá concentram maior parte das vítimas após deslizamentos e enchentes; milhares de pessoas ficaram desabrigadas e buscas continuam

A tragédia provocada pelas fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata de Minas Gerais continua deixando marcas profundas na região. O balanço mais recente divulgado pelo Corpo de Bombeiros aponta 64 mortes confirmadas, além de cinco pessoas desaparecidas após dias de temporais intensos.

As cidades mais afetadas são Juiz de Fora e Ubá, onde os temporais desencadearam enchentes, deslizamentos de terra e destruição em diversos bairros. Em Juiz de Fora foram contabilizadas 58 vítimas fatais, enquanto Ubá registra seis mortes relacionadas às chuvas.

Imagens de drone mostram alagamento em Juiz de Fora nesta quarta-feira (25) — Foto: TV Globo/ Reprodução
Imagens de drone registram pontos de alagamento em Juiz de Fora (MG) após as fortes chuvas que atingiram a cidade nesta quarta-feira (25). — Foto: TV Globo/Reprodução

O desastre também provocou grande impacto social. Segundo autoridades municipais, cerca de 4,2 mil pessoas estão desabrigadas ou desalojadas, após perderem casas ou precisarem deixar áreas consideradas de alto risco.

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais seguem mobilizadas em várias frentes de trabalho, utilizando cães farejadores, drones e máquinas para remover lama e localizar possíveis vítimas soterradas.

Em Juiz de Fora, bairros como Paineiras, Linhares e a comunidade Parque Burnier registraram deslizamentos de encostas e destruição de residências. Novos desmoronamentos chegaram a atingir casas durante as buscas, aumentando a tensão entre moradores e equipes de resgate.

As chuvas registraram volumes históricos. Em Ubá, por exemplo, o rio da cidade atingiu 7,82 metros, nível considerado recorde, após mais de 170 milímetros de chuva em poucas horas.

Diante da gravidade da situação, autoridades decretaram estado de calamidade pública e intensificaram as ações de emergência para atender as famílias atingidas.

Enquanto isso, o Instituto Nacional de Meteorologia mantém alerta de risco elevado para novas chuvas intensas em parte do Sudeste, com possibilidade de novos alagamentos e deslizamentos de encostas nos próximos dias.

Fonte: G1 MG