O crime contra Orelha, cão comunitário da Praia Brava, aconteceu no começo de janeiro - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Provas apresentados pela família e análise de imagens excluem participação do jovem nas agressões

Um dos adolescentes inicialmente divulgado nas redes sociais como suspeito de participar da agressão que levou à morte do cão Orelha, em Florianópolis, não está envolvido no crime, informou a Polícia Civil de Santa Catarina neste sábado (31). A corporação apontou que o jovem não aparece nas imagens analisadas e a família apresentou prova de que ele não estava no local dos fatos no dia das agressões.

Diante disso, o adolescente passou a ser tratado como testemunha na investigação, que ainda busca esclarecer a participação de outros envolvidos e as circunstâncias que resultaram na morte do animal comunitário.

Dos quatro jovens investigados pelo caso, dois deles tiveram celulares apreendidos após retornarem ao Brasil de uma viagem ao exterior, medida que pode ajudar a polícia a reunir mais provas.

Três adultos — pais e um tio dos adolescentes — foram indiciados por coagir testemunhas durante o processo investigativo, em um desdobramento que envolve tentativa de interferir na apuração dos fatos.

A Polícia Civil também descartou, até o momento, indícios de que o crime tenha sido motivado por desafios de redes sociais, apesar da circulação de boatos nesse sentido.

Orelha, que vivia há mais de uma década na Praia Brava e era cuidado por moradores, sofreu ferimentos graves após agressões em janeiro e foi levado a atendimento veterinário, mas não resistiu e precisou ser eutanasiado.

A investigação segue em andamento, com depoimentos ainda a serem colhidos e a busca por elementos que fundamentem a responsabilização dos demais suspeitos.

Caso Orelha: investigação apura agressões que levaram à morte de cão comunitário em Florianópolis