
Relatório preliminar aponta que o gravador continha apenas áudios de manutenção. Condições meteorológicas e histórico de falhas elétricas também integram a investigação.
A investigação sobre a queda do helicóptero que matou o cantor Rick Sollo e outras quatro pessoas em Urubici, na Serra catarinense, ganhou novos detalhes com a divulgação do relatório preliminar do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Gravador não tinha registros do voo
De acordo com o documento, o gravador de voz da cabine, conhecido como Cockpit Voice Recorder (CVR), continha apenas áudios relacionados a um procedimento de manutenção, sem data identificada. Apesar de os investigadores conseguirem extrair os dados armazenados, não foram encontrados registros das conversas dos tripulantes durante o voo acidentado.
O equipamento, instalado em 2002, tinha capacidade para armazenar 30 minutos de áudio. Segundo o relatório, seu uso não era obrigatório para a operação realizada pela aeronave.
Queda ocorreu em área montanhosa
O helicóptero havia decolado de Porto Belo na manhã de 21 de setembro e desapareceu durante o trajeto. A aeronave atingiu o terreno no Morro Convento dos Padres, dentro do Parque Nacional de São Joaquim, em Urubici, a mais de 1.600 metros de altitude.
O documento também registra condições meteorológicas adversas na região, com chuva e formação de nuvens baixas associadas à passagem de um sistema frontal.
Cinco pessoas morreram
Além de Rick Sollo, estavam a bordo o empresário e influenciador Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira. Todos morreram na queda.
O Cenipa ressalta que o relatório é preliminar e que nenhuma hipótese sobre as causas do acidente foi descartada. Exames e análises complementares continuam em andamento para esclarecer as circunstâncias da tragédia.









