
Em menos de um mês, agências da Cresol em Benedito Novo e Doutor Pedrinho foram alvo de criminosos armados; Polícia Civil investiga os casos
Duas cidades vizinhas do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, viveram momentos de tensão após assaltos a banco registrados em um intervalo de apenas 21 dias. Benedito Novo e Doutor Pedrinho, separadas por cerca de 20 quilômetros, foram alvo de ações criminosas que, embora semelhantes no impacto à população, apresentam características distintas segundo a Polícia Civil.
O caso mais recente ocorreu na tarde de quinta-feira (8), em Benedito Novo. Dois homens armados invadiram uma agência da Cresol localizada na região central do município. A ação foi extremamente rápida e durou pouco mais de três minutos. No momento do crime, o cofre estava aberto de forma circunstancial, o que facilitou a atuação dos assaltantes.
Segundo o delegado responsável pela investigação, Ismael Marmitt, um dos criminosos portava uma arma longa, enquanto o outro aparentava estar armado com um revólver. Dentro da agência estavam dois funcionários e um cliente cooperado. Apesar da gravidade da situação, ninguém ficou ferido e não houve agressões físicas.
Após recolherem o dinheiro, cujo valor não foi divulgado, os suspeitos fugiram por estradas do interior do município, utilizando uma motocicleta que ainda não foi localizada. A Polícia Civil analisa imagens de câmeras de segurança e ouve testemunhas para tentar identificar os envolvidos. Um detalhe que também está sendo avaliado é a ausência de porta giratória na agência.
Assalto a agência da Cresol em Doutor Pedrinho

Pouco menos de um mês antes, em 18 de dezembro de 2025, uma agência da Cresol em Doutor Pedrinho também foi assaltada. Na ocasião, dois homens armados quebraram uma porta lateral de vidro com o uso de uma marreta, renderam os funcionários e levaram aproximadamente R$ 90 mil.
Após o crime, os assaltantes incendiaram um veículo utilizado na fuga, um Volkswagen Golf, e abandonaram o local. O episódio causou forte impacto na pequena cidade e mobilizou forças de segurança da região.
Apesar da proximidade geográfica e do curto intervalo entre os crimes, a Polícia Civil afirma que, até o momento, não há indícios de que os assaltos tenham sido cometidos pelo mesmo grupo. As características físicas dos suspeitos e o modo de execução das ações apresentam diferenças relevantes.
As investigações seguem em andamento nos dois casos, com análise técnica de provas, perícias e levantamento de informações que possam levar à identificação dos autores. As ocorrências reacendem o debate sobre segurança em municípios de pequeno porte e reforçam a importância da cooperação entre forças policiais e instituições financeiras.









