
Número de registros de manejo disparou nos últimos anos, enquanto setor produtivo alerta para prejuízos ambientais, sanitários e econômicos
O crescimento da população de javalis em Santa Catarina continua preocupando autoridades ambientais e representantes do setor agropecuário, mesmo com o aumento das ações de manejo registradas nos últimos anos.
Dados do Sistema de Manejo de Fauna (Simaf), do Ibama, indicam que o número de registros de controle da espécie saltou de 5,8 mil em 2019 para mais de 34 mil em 2023. Em 2024 foram mais de 36 mil registros, e em 2025 o número já passa de 34 mil até agosto.
Os javalis, conhecidos cientificamente como Sus scrofa, são considerados uma espécie exótica invasora e possuem grande capacidade de adaptação e reprodução.
Sem predadores naturais no país, os animais se espalham rapidamente por áreas rurais e florestais, causando impactos ambientais e prejuízos à agricultura.
Segundo o Ibama, o controle da espécie pode ser realizado por meio de manejo autorizado, que inclui perseguição, captura e abate, seguindo regras estabelecidas pelo órgão.
Mesmo com o aumento das ações registradas, especialistas apontam que ainda não existe uma estimativa oficial da população de javalis no Estado.
Entidades do setor produtivo estimam que o número de animais possa chegar a cerca de 200 mil em Santa Catarina.
Além de destruir lavouras e causar danos ao solo, os javalis também representam risco sanitário, pois podem transmitir doenças que afetam animais e seres humanos.
Por esse motivo, o avanço da espécie continua sendo considerado um desafio para o equilíbrio ambiental e para a produção agropecuária catarinense.









