
Mulher de 44 anos e homem de 35 foram encontrados mortos em Balneário Arroio do Silva; suspeito foi preso após acidente e teve a prisão preventiva decretada
Um duplo homicídio registrado na manhã de domingo (11) abalou Balneário Arroio do Silva, no Sul de Santa Catarina. Flaviane de Oliveira, de 44 anos, e Giovane Espíndola Severino, de 35, foram mortos a facadas. O principal suspeito é o ex-companheiro da mulher, de 53 anos.
Vítimas foram encontradas no bairro Areias Brancas
Os corpos foram localizados por volta das 6h, no bairro Areias Brancas. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas, mas constataram as mortes no local.
Flaviane trabalhava como auxiliar operacional em um Centro de Educação Infantil do município. A Prefeitura divulgou uma manifestação de pesar pela morte da funcionária, que também recebeu homenagens de amigos e colegas.
Polícia já havia atendido ocorrência horas antes
Segundo informações divulgadas pelas autoridades, a Polícia Militar esteve em uma ocorrência envolvendo o suspeito por volta das 4h da madrugada. O atendimento estava relacionado a danos na residência e no veículo da ex-companheira.
Após encontrar as vítimas, os policiais iniciaram buscas pelo homem. Na residência da mulher, foram identificados sinais de arrombamento, vestígios de sangue e objetos revirados. A Polícia Científica realizou perícia para auxiliar na reconstrução dos fatos.
Suspeito foi localizado após acidente

Durante as buscas, o homem foi encontrado após o carro que dirigia atingir um poste na rodovia SC-447, entre Balneário Arroio do Silva e Araranguá. De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, a colisão arrancou a estrutura e provocou danos em cerca de 50 metros da cerca de uma propriedade particular.
O motorista foi levado ao Hospital Regional de Araranguá sob escolta policial. Conforme os relatos divulgados, ele se recusou a realizar o teste do bafômetro e não prestou esclarecimentos sobre o acidente naquele momento.
Justiça decreta prisão preventiva
Em atualização divulgada na segunda-feira (12), o Ministério Público de Santa Catarina informou que pediu a conversão da prisão em flagrante em preventiva durante a audiência de custódia. O pedido foi aceito pela Justiça, e a prisão preventiva foi decretada.
Investigação busca esclarecer a dinâmica do crime
A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio e homicídio. A apuração deve esclarecer a sequência dos acontecimentos, a motivação e as circunstâncias das mortes. O suspeito deve ser tratado como investigado, e a responsabilidade criminal será definida no processo judicial.
O caso provocou comoção na comunidade, especialmente entre pessoas que conviviam com as vítimas. As autoridades seguem responsáveis pela apuração dos fatos e pela coleta de provas.









