Resgatada à beira da morte, cadela se tornou símbolo da luta contra os maus-tratos em Santa Catarina. - Foto: Divulgação

Animal foi resgatado em situação extrema de abandono; Ministério Público pede responsabilização criminal e indenização

A denúncia de moradores e protetores independentes foi decisiva para salvar a vida de uma cadela encontrada à beira da morte em Araquari, no Norte catarinense. O caso, que provocou revolta na comunidade e mobilizou defensores da causa animal, resultou em uma denúncia formal do Ministério Público de Santa Catarina contra uma professora de 51 anos investigada por maus-tratos.

Segundo o processo, o animal apresentava sinais severos de desnutrição, extrema fraqueza e dificuldades de locomoção. Além do estado físico crítico, a cadela vivia em um ambiente considerado inadequado, com acúmulo de sujeira, forte odor e condições precárias de higiene.

A situação vinha sendo observada por moradores da região, que passaram a oferecer alimento ao animal e buscar apoio junto às autoridades. Após vistoria realizada pela Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema), a tutora foi presa em flagrante. Posteriormente, ela foi liberada e passou a responder ao processo em liberdade.

De acordo com o Ministério Público, já havia registros de notificações e autuações administrativas relacionadas à situação do animal nos anos de 2024 e 2025, indicando que a investigada havia sido alertada anteriormente sobre possíveis irregularidades.

Além da responsabilização criminal prevista na legislação que protege cães e gatos contra maus-tratos, o órgão ministerial solicitou que a Justiça fixe uma indenização mínima de R$ 2 mil. Caso o pedido seja acolhido, o valor deverá ser destinado a entidades que atuam na proteção e no resgate de animais.

O caso segue em tramitação no Poder Judiciário e a investigada terá direito à ampla defesa. Enquanto isso, a história da cadela resgatada continua sensibilizando a população e reforçando a importância das denúncias no combate aos maus-tratos e ao abandono de animais.