
Revisão tarifária em análise prevê reajustes maiores para indústrias e alta superior a 9% para residências em SC
Os catarinenses poderão sentir um novo impacto no orçamento doméstico nos próximos meses. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apresentou uma proposta de reajuste nas tarifas da Celesc que poderá elevar a conta de luz em Santa Catarina em média 11,77% a partir de 22 de agosto de 2026.
O aumento faz parte do processo de Revisão Tarifária Periódica da concessionária e ainda será discutido em consulta pública aberta entre os dias 28 de maio e 13 de julho. Uma audiência presencial também está prevista para ocorrer em Florianópolis no dia 18 de junho.
De acordo com a proposta apresentada pela Aneel, os maiores impactos deverão atingir consumidores de alta tensão, como indústrias e grandes empresas, que poderão ter reajuste médio de 16,91% nas tarifas.
Já os consumidores de baixa tensão, grupo que engloba residências, pequenos comércios e propriedades rurais, poderão enfrentar aumento médio de 9,32%. Para as residências, especificamente, o reajuste previsto é de 9,36%.
Atualmente, a Celesc atende cerca de 3,56 milhões de unidades consumidoras em Santa Catarina e movimenta um faturamento anual superior a R$ 13 bilhões.
Segundo a Aneel, o principal motivo para a elevação nas tarifas está relacionado à inclusão de componentes financeiros que serão compensados ao longo dos próximos 12 meses. Apenas esse fator representa impacto de cerca de 9% no cálculo final da revisão tarifária.
Também influenciam no reajuste os custos de compra e transmissão de energia, encargos setoriais e despesas operacionais da concessionária. Entre os itens que mais pressionam as tarifas estão os custos ligados à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), encargos de transmissão e compensações do setor elétrico.
Apesar disso, parte do aumento foi amenizada pela retirada de componentes financeiros aplicados em ciclos tarifários anteriores, reduzindo o impacto final da proposta.
Caso seja aprovado, o reajuste poderá gerar reflexos diretos no orçamento das famílias, nos custos do comércio e na produção industrial em todo o estado.









