
Polícia confirma que corpo encontrado em SC é da corretora desaparecida em Florianópolis
O desaparecimento de Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, chamou atenção em Florianópolis desde a última semana, e nos últimos dias o caso evoluiu para uma investigação de grande repercussão. A mulher, natural de Alegrete (RS), estava morando sozinha em um apartamento no bairro Ingleses, onde trabalhava como administradora e corretora de imóveis antes de desaparecer no início de março. Familiares relataram que o último contato foi feito por mensagens com erros de português, algo atípico que levantou desconfianças e levou o irmão a registrar um boletim de ocorrência.
O carro dela foi visto pela última vez em São João Batista, na Grande Florianópolis, o que passou a ser um dos pontos de atenção da investigação. Seguindo esse percurso, na tarde de quarta‑feira (11), um corpo feminino esquartejado foi encontrado às margens de um rio em Major Gercino, e as autoridades começaram a examinar a possível ligação com o desaparecimento de Luciani.
Inicialmente as equipes de investigação coletaram evidências no local e acionaram a Polícia Científica, que realizou exames periciais no cadáver encontrado, que estava sem cabeça, braços e pés e dividido em vários pacotes. Familiares realizaram exame de DNA para comparação genética com o material encontrado pelo Instituto de Perícias, estratégia que deve levar algumas semanas até ser concluída.

Nesta sexta‑feira (13), a família confirmou ao ND Mais que o corpo encontrado em Major Gercino é, de fato, de Luciani, e relatou que a corretora teria sido dopada e morta logo após seu último contato familiar no dia 4 de março. Segundo relatos, o corpo foi mantido na geladeira de sua própria residência em Florianópolis por alguns dias antes de partes dele serem descartadas em diferentes locais.
A investigação conduzida pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) identificou cinco pessoas suspeitas de envolvimento no crime, entre elas um homem, sua namorada, um adolescente de 14 anos, a mãe dos dois e a proprietária da pousada onde Luciani vivia — que foi presa em flagrante após a polícia encontrar pertences da vítima em sua residência.
Autoridades também apuram que, antes de desaparecer, a corretora teve movimentações financeiras atípicas em suas contas e um empréstimo de R$ 20 mil foi realizado, o que reforçou a suspeita de que terceiros estivessem se beneficiando de seus dados.
A PCSC está tratando o caso como latrocínio e ocultação de cadáver, com equipes trabalhando para esclarecer a dinâmica do crime, localizar outras partes do corpo e responsabilizar todos os envolvidos. Familiares e a comunidade acompanham o desenrolar das investigações, buscando respostas e justiça para uma mulher descrita como carinhosa, trabalhadora e cheia de planos









