Carvão mineral e grãos agrícolas lideram o transporte ferroviário, que segue com desafios de expansão e novos projetos em andamento no Estado
As ferrovias que cruzam o território catarinense transportaram mais de 6,1 milhões de toneladas de cargas ao longo de 2025, consolidando o modal como uma peça estratégica para a logística do Estado. Os dados foram levantados pela Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), com base em informações da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Do total movimentado, cerca de 3,08 milhões de toneladas passaram pela Ferrovia Tereza Cristina, que atende principalmente o transporte de carvão mineral destinado à termelétrica Jorge Lacerda e de contêineres para o Porto de Imbituba. Outros 3,08 milhões de toneladas foram transportados pela Rumo Logística, com destaque para granéis agrícolas como soja e milho, destinados ao Porto de São Francisco do Sul.
O carvão mineral e a soja responderam juntos por mais de 76% de toda a carga ferroviária, seguidos pelo milho, cargas conteinerizadas e outros produtos como fertilizantes, combustíveis e bobinas de aço.
Um dos destaques do ano foi a movimentação ferroviária no Porto de Imbituba, onde 43% dos contêineres passaram pela ferrovia, índice que coloca o terminal como referência nacional nesse tipo de operação.
Apesar dos números expressivos, Santa Catarina utiliza apenas 26% da sua malha ferroviária instalada, cenário que impulsiona debates sobre novos investimentos, ampliação de concessões e projetos estruturantes. Entre eles estão os trechos Chapecó–Correia Pinto e Navegantes–Araquari, além da criação do Sistema Ferroviário Estadual, que abre espaço para concessões públicas e autorizações privadas.










