Obra visa aumentar a profundidade do canal de acesso, impulsionando operações portuárias e investimentos na infraestrutura local
O Porto de São Francisco do Sul deu início a uma nova fase de dragagem no canal de acesso ao Complexo Portuário da Babitonga, localizada na Baía da Babitonga, Santa Catarina. A embarcação belga Galileo Galilei, uma draga de alta tecnologia, começou as operações nesta segunda-feira, 4 de novembro, para restaurar a profundidade de 14 metros no canal que se estende por 22 quilômetros, incluindo 17 quilômetros de canal interno e 5 quilômetros de canal externo. A obra, com investimento de R$ 37 milhões em recursos próprios, deve durar entre 30 a 40 dias, segundo a autoridade portuária.
Com capacidade para remover até 1,6 milhão de metros cúbicos de sedimentos, a draga direcionará o material para uma área de descarte a 23 km do porto, conforme autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). A estrutura de dragagem cobrirá a bacia de evolução, a dársena e os berços do Porto de São Francisco, melhorando a navegabilidade e segurança para navios de grande porte, que passam a operar de forma mais ágil.
Essa operação de dragagem integra uma série de investimentos em infraestrutura no porto. O presidente da SCPar Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira, destacou que a ação atende a uma demanda importante do setor portuário e da comunidade local, possibilitando também novas perspectivas de crescimento econômico para a região. “Com a dragagem, buscamos garantir segurança e eficiência no transporte marítimo, facilitando a entrada e saída das embarcações na Baía da Babitonga,” declarou Vieira.
Outros investimentos incluem a revitalização de sistemas de Tecnologia da Informação (TI), melhoria do acesso ferroviário ao terminal e modernização dos equipamentos náuticos de sinalização, que reforçam o comprometimento da gestão portuária em aprimorar as operações com recursos próprios










